Compreensão das Re-Existências quilombolas e indígenas e os refazeres migrantes no campo e na cidade no Norte e Noroeste Fluminenses: entre o Progresso e a Tradição, a questão da sobre-vivência para o Ensino de História Regional

Marcia Carneiro

Hugo Emerick

Christiano Britto

Este artigo decorre de pesquisa empreendida por meio do Departamento de História do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, localizado na cidade de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense como contributo à Pesquisa histórica e ao Ensino de História Regional.

Integrada, pois dialógica, ao Projeto de Extensão da Universidade Federal Fluminense sob coordenação da professora Marcia Carneiro “Encruzilhada de Conhecimentos”[i], a reflexão cruzada entre epistemologias pretende contribuir ao conhecimento do concreto absorvendo saberes técnico-científicos da intelectualidade forjada nas Academias, a que “esclarece” pautada em conhecimentos adquiridos, e a intelectualidade orgânica, a que se faz no e por meio do corpo coletivo vivido/existente em comunidade de classe, gênero e raça. A interseccionalidade impõe-se como ferramenta nos cruzamentos das determinações observadas.

O apoio teórico dos estudos de Antônio Gramsci contribui para a análise de formas de intelectualidades cujas formações pautam-se ora pelo esclarecimento, adquirido na preparação profissional e sacerdócio, em que o intelectual assegura a transmissão das regras e rituais de sua titulação, ora pelo aprendizado orgânico do conhecimento, pois o intelectual faz parte do corpo sobre o qual reflete, elabora argumentos, organiza o corpo coletivo e o lidera.

Estas são premissas para as categorias concebidas por Gramsci, a de intelectual tradicional, que conhece e compila os códigos tradicionais da sua formação, e do intelectual orgânico, que se constrói no interior do seu corpo de classe e a organiza.

Quanto à Epistemologia da Re-existência, conforme Ailton Krenak, esta requer olhar sobre a humanidade orgânica “diversa de uma imposição cultural descolada da terra e vivendo uma abstração civilizatória.” (KRENAK, 2020).

A proposta da investigação é captar elementos étnicos culturais e econômicos reconhecíveis individuais e ou coletivamente e de que formas estes elementos estão incluídos ou mesmo invisibilizados nas estruturas socioeconômicas contextuais e, especialmente a capitalista, considerando o processo histórico da ocupação do território compreendido como Regiões Norte e Noroeste fluminenses, sob as exigências do Mercado que impõe Produção e Consumo acelerado que agride corpos e conhecimentos ancestrais das relações da coletividade tradicional com a sacralização da natureza.

Tendo por teoria e método as bases o materialismo histórico-dialético, sob a perspectiva gramsciana, leva-se em consideração, ainda, a metodologia analítica do Tempo Presente fundada por Bédarida e fundamentada por Teixeira da Silva no Brasil. Entende-se, aqui, que as dinâmicas temporais retêm traços das mentalidades que antecedem a temporalidade imediata, mantendo-as latentes e implícitas. Nestas condições, as mentalidades “conservadas” na consciência refletem experiências ancestrais (ou anteriores) na atualidade, emergindo como fenômeno do espírito em circunstâncias concretas, super e infra estruturalmente articuladas em  relação dialética.

Neste trabalho de análise, os fenômenos observados indicam a relação conflituosa entre a destruição da existência dos povos originários na região estudada, assim como a “adaptação” compulsória dos povos diaspóricos, especialmente os advindos do continente africano.

Portanto, neste trabalho, busca-se reunir, ou cruzar, epistemologias aparentemente contraditórias pois sendo uma análise acadêmica, põe em destaque o debate entre a intervenção científica ocidental e a tradição do cuidado “mágico” dos seres humanos guardados das ancestralidades.

Tem-se por objetivo geral romper com a unidade “universalizante” da História eurocêntrica ensinada que subalterniza culturas tradicionais dos povos originários e daquelas decorrentes das diásporas africanas desde o século XVII até o século XIX, constituindo os períodos denominados de “primeira” e “segunda” escravidão, quando a macrorregião foi “abastecida” cladestinamente por levas de escravizados.

Como definem Pereira e Pessoa a “Segunda Escravidão”

O conceito surge como um importante instrumento para explicar o processo no qual, em pleno século XIX, a escravidão se reergueu em escala surpreendente no sul dos Estados Unidos, Brasil e Cuba, para atender à crescente demanda mundial de algodão, café e açúcar, respectivamente, movimento que em perspectiva global se inscreve em etapa renovada da Revolução Industrial e de expansão do capitalismo.  (Pereira & Pessoa, 2019, p. 84).

Os historiadores acima descrevem a importância desta prática para a acumulação burguesa nesta região:

Os desembarques contabilizados pelo site The Trans-Atlantic Slave Database, circunscritos à região costeira de Campos dos Goytacazes, entre os anos de 1838 e 1850, registram cerca de 48 mil africanos chegando às praias do norte da província, fazendo daquelas enseadas, ilhas e praias espaços privilegiados nos desembarques de negreiros no Atlântico. Frente a esses dados, insistimos que a reabertura do tráfico e sua sustentação tácita, por quase duas décadas, viabilizou o boom da economia cafeeira no Império. A construção de fortunas colossais dos fazendeiros negreiros esteve assentada nessa escravidão ilegal, não somente pelo fato desses senhores transformarem suas fazendas no resultado concreto dessas transações, mas, sobretudo, porque foram eles também os agentes que viabilizaram a logística e a estrutura política, social e econômica de retomada dos negócios negreiros em dimensões atlânticas. (Pereira & Pessoa, 2019, pp. 84 – 85).

Tratando-se de delimitação em se considera questões concretas da macrorregião Norte-Noroeste Fluminense, composta, na sua totalidade, por 22 municípios, esta demarcação concretiza uma história cultural comum pautada pela complexidade da ocupação territorial e da colonização católica portuguesa e os impactos do mundo moderno, especialmente a partir de fins do século XIX. A percepção de concretude da análise empreendida, considera o uso da Filosofia da Praxis como suporte teórico-metodológico para a compreensão dos aspectos gerais da totalidade, entendendo que as especificidades compõem um concreto complexo a partir do qual se deve sintetizar o complexo pensado, na perspectiva marxiana:

“O concreto é concreto porque é a síntese de múltiplas determinações, isto é, unidade do diverso. Por isso, o concreto aparece no pensamento como o processo da síntese, como resultado, não como ponto de partida, ainda que seja o ponto de partida efetivo, e, portanto, o ponto de partida também da intuição e da representação . (Marx, 1859, p. 14).

Entre as condições comuns que dão especificidade ante o concreto, a região, vista por uma perspectiva singular, em tempos coloniais, foi “desocupada” paulatinamente entre os séculos XVI e XIX do seu povoamento indígena. O avanço da colonização portuguesa fez sucumbir sob o genocídio, expulsão e assimilação/miscigenação, aspectos pujantes da e assimilações/miscigenações das antes pujantes existências indígenas.

As levas “legais” e clandestinas do tráfico de africanos desembarcados para o trabalho escravo da macrorregião permite observar-se outra leva de povoamento, a de homens e mulheres negros submetidos às diásporas forçadas e constantes.

O trabalho compulsório segregacionista que impactou as comunidades dos povos originários, estender-se-ia, por outras vias econômicas e outras formas de subjugação os trabalhadores escravizados obrigados pelo cativeiro dos corpos. E, tanto para indígenas e para a população diaspórica africana, o cativeiro também deveria ser o das almas, sob a cruz católica: a do sofrimento e redenção.

Povoado, desta forma, o extenso território da macrorregião, o processo histórico está permeado de resistências explicitamente dominadas pelos setores hegemônicos, os setores proprietários de terra e engenhos até os fins do século XIX, no Império e inícios do século XX, no governo republicano.

A formação econômica dessa “macrorregião” que abriga o norte e noroeste fluminense, esteve voltada, durante o Brasil Colônia, para a produção de açúcar. Com o desenvolvimento urbano de Campos dos Goytacazes, a criação de gado bovino foi adotada com importância regional.  

A história oficial da região, coloca em protagonismo a colonização europeia e seus enfrentamentos com os povos originários como conquista cultural cristã e uma “heroica” vitória sobre os indígenas e a natureza da planície goytacá e dos arredores, os Puris Coroados, Coropós e Goitacazes. Embora Teixeira e Falcão citem especialmente a população Goitacá, pode-se ampliar as causas do “desaparecimento” indígena na região por meio da “catequização, aldeamentos, assimilação (ou aculturação) da cultura européia e até mesmo pelo extermínio” (Teixeira & Falção, 2010, p. 4).

O grande território que abriga as cidades de Campos, Macaé e São João da Barra,  acom base no tripé: monocultura voltada para o mercado mercantilista suportada pelo trabalho de escravizados, potencialmente negro. A produção de açúcar em Campos foi consolidada nos interesses portugueses com a doação de sesmarias a colonos, o que levaria o estabelecimento dos engenhos de cana de açúcar.

A  pecuária na macrorregião serviria como área de abastecimento de animais de tração o mecanismo de moagem dos engenhos e como alimento para a região e para a corte, no Rio de Janeiro.

As atividades de subsistência também mantinham estabilizadas as ocupações nesses sertões fluminenses.

De acordo com as pesquisas de Natal; Vianna da Cruz e Medeiros Junior, a dinâmica socioeconômica e desenvolvimento região Norte Fluminense está “demarcada por dois fatos: extrema iniquidade social e sistemática instabilidade econômica. Particularmente no que trata do último ciclo de desenvolvimento, ele está assentado nos expressivos negócios de petróleo e gás.” (NATAL et al, 2023, p. 242).

Sobre os dados dos municípios região da Bacia de Campos, de acordo com a análise de Neves e Faria (2019), se constata que apesar do recebimento dos royalties, provenientes dos acordos de mitigação entre os municípios do Norte fluminense e Petrobras que participam do consórcio petrolífero da Bacia de Campos, constata-se que nos primeiros 10 anos do século XXI, apenas Macaé apresentou índice maior do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que contabiliza a média do desempenho escolar dos municípios brasileiros, neste período, no Estado do Rio de Janeiro, foi de 0,761. Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Quissamã, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra apresentaram IDHM inferior à média estadual. (Barcelos &Carneiro).

Em fins do século XIX e começo do século XX. a região recebe movimentos imigratórios a partir das levas de imigrantes de origem europeia. As migrações entre as cidades que compõem o macro território regional, que abrigam as duas regiões assinaladas aconteceriam durante o século XX, produzindo certos aspectos culturais que conferem às regiões o caráter conservador, especialmente o dirigido pelo núcleo católico e por alguns intelectuais independentes da cidade de Campos dos Goytacazes. Esta condição refere-se à perspectiva que se mantem, de uma tradição colonial católica, fundada num projeto arcaico aristocrático de direito à propriedade da terra, condição cultural que é ainda fomentada pela importância que o catolicismo conservador mantém nas regiões.

Ao apreender as condições que promoveram a permanência, em longa duração, dos aspectos coloniais nas regiões em meio, observa-se outras complexas relações culturais em disputa, oriundas dos fluxos imigratórios, com a entrada na região de imigrantes tanto advindos das levas migratórias europeias motivadas pelo esforço eugênico do branqueamento do povo brasileiro, quanto em relação ao esfacelamento do Império Otomano, no século XX. Ainda, neste contexto analítico, a análise, ao considerar a complexidade cultural que se apresenta, prioriza-se compreender a perspectiva de Re-existência dos grupos resistentes quilombolas e indígenas nesta região dominada, de acordo com a perspectiva hipotética hegemônica,  por persistente visão de mundo colonialista católica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Marcia Regina da Silva Ramos Carneiro – Professora Associada do Departamento de História e Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas (PPGDAP) do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional/UFF e do Programa de Pós-graduação Mestrado Profissional de Ensino de História (ProfHistória) da Universidade Federal Fluminense.

Hugo Emerick – Doutorando e Mestre em Sociologia Política pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF); Licenciando em Ciências Sociais, Licenciado e Bacharel em História pelo Departamento de História do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal Fluminense (campus Campos dos Goytacazes). Pesquisador no Laboratório de Estudos das Direitas e do Autoritarismo (LEDA – UFF) e no Laboratório de Estudos da Imanência e da Transcendência (LEIT – UFF).

Christiano Britto Monteiro dos Santos ( http://orcid.org/0000-0003-1181-3392) – professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), onde leciono Estágio Supervisionado, Práticas Educativas e disciplinas eletivas voltadas para História, mídias e videogames. Minha caminhada é guiada por uma convicção: a educação é uma ferramenta poderosa de transformação social. Por sete anos, tive a honra de dar aulas no cursinho pré-vestibular da Educafro, uma experiência que me marcou profundamente e reforçou meu compromisso com o acesso à educação e com a luta por justiça social e igualdade de oportunidades. Atualmente, também sou docente do Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória/UFF) e desenvolvo pesquisas nas áreas de História e Mídia, com foco na produção de roteiros históricos para videogames, ensino de História, cultura digital e indústria cultural. Acredito que a História pode (e deve) dialogar com diferentes linguagens, inclusive com os games e as tecnologias. Tenho orgulho de representar a América Latina na rede internacional History of Games, dedicada à preservação e ao estudo da história dos jogos. E atuo na diretoria de Comunicação e Divulgação Científica da ANPUH Nacional, defendendo a construção de pontes entre o conhecimento acadêmico e a sociedade. Minha trajetória une sala de aula, pesquisa, militância e gestão. Caminho ao lado de quem acredita na escuta, na diversidade, na educação pública de qualidade e na construção coletiva de um futuro mais justo. É com esse espírito que me coloco ao lado da nossa chapa — com disposição para dialogar, construir e transformar.


[i] O Projeto “Encruzilhada de Conhecimentos” tem vigência entre 01/10/2025 – 31/12/2026 e reúne estudantes de Graduação em História e Ciências Sociais do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal Fluminense (ESR/UFF), mestranda e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).

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