MROOCO – FÁBRICA DE SONHOS! QUANDO UM SONHO SE TORNA REALIDADE

O meu artigo versará sobre a história (idealização e construção) da Associação Cultural, Esportiva e Social Iolanda Portela- nome fantasia: MROOCO – Fábrica de Sonhos, e a importância de sua continuidade enquanto espaço de luta e resistência. Apresentarei como este local idealizado e criado pelo professor Marcondes Portela dos Santos (MRocco), para ser um espaço contra o racismo estrutural e intolerância religiosa, através da arte, educação e assistência social vem tendo sua importância para transformação de vidas através do estímulo ao senso-crítico, letramento racial e educação contra o apagamento racial. Pretendo contar sobre a idealização de um professor que resolveu utilizar a arte enquanto ferramenta política de transformação social na luta antirracista, a partir do entendimento que o racismo é estrutural. Como diz o prof. Moreira, 2020 “não se trata apenas de uma forma de violência direta, mas antes, considerando as particularidades que constitui a formação do povo brasileiro, ele se estabelece enquanto regra, a normalidade, o modo de organização da vida social”, e, assim, tem um impacto direto na vida das pessoas. Num alerta a essa “condição”, Marcondes Rocco montou um atelier social em sua residência e convidou irmãos de axé que já realizavam um trabalho contra intolerância religiosa, para compôr o grupo de trabalho da ONG e assim fundaram a Associação Cultural, Esportiva e Social Iolanda Portela (nome escolhido em Homenagem a artista plástica e rezadeira da comunidade Iolanda Portela, avó materna de Marcondes Rocco). Em 08 de maio de 2021, Marcondes Rocco faleceu em decorrência da Covid-19 mas a Associação continua na manutenção do legado com ações contundentes de fortalecimento dos vínculos sociais e comunitários, com propostas de práticas educativas realizadas no espaço da ONG e na comunidade do Conceito que vai desde o atendimento psicossocial para acolhimento de questões urgentes de sobrevivência e encaminhamentos a rede, ao fortalecimento territorial onde a população discute direitos humanos, se expressa e se fortalece na luta contra o racismo e suas consequências.… Leia mais MROOCO – FÁBRICA DE SONHOS! QUANDO UM SONHO SE TORNA REALIDADE

O FUROR COR DE ROSA, APROPRIAÇÃO DA LUTA DAS MULHERES E AS ESTRATÉGIAS DA BRANQUITUDE: O CASO BARBIE

“Assim como qualquer mercadoria, a indústria de brinquedos atende às expectativas, ou melhor, se aproxima do universo consumidor, assim, a boneca foi ganhando diversos personagens ao longo dos seus quase 65 anos.”
“Parte de nós passamos nossa infância e adolescência sob esses signos de beleza imposto, como padrão universal. Branco, alto, magro perfilavam o padrão do belo universal a ser desejado e seguido. […]”
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PELO DIREITO DE CONTAR-SE: O Marco Identitário e Ancestral como Aprendizagem na Pedagogia Griô

Este Projeto de Intervenção teve por objetivo possibilitar ressignificação de aprendizados antirracistas, consciência de si e do outro na escola, acreditando na concepção da Tradição Oral Africana como propulsora de pertencimento histórico-cultural de pessoas pretas. A metodologia utilizada se deu por meio da pesquisa-ação junto à estudantes do Ensino Médio e educadores da Rede Pública em sua formação, desde 2020 até os dias atuais, visando possibilitar que a comunidade escolar reflita sobre suas práticas, em prol de uma Educação para as Relações Étnico-Raciais. A pesquisa é exploratória e qualitativa, visando aprimorar a percepção e o entendimento dos partícipes acerca da relevância de se elaborar ações antirracistas, permeadas pela Contação de Histórias e as vivências da Pedagogia Griô, na celebração de si e de sua Ancestralidade como um marco identitário. A bibliografia estudada pretende favorecer a pesquisa sobre a Tradição Oral Africana, a construção e elaboração de aulas significativas e de um currículo que permeie histórias de vida, embasadas na Educação em Direitos Humanos, para que haja maior conscientização do público atendido frente seu papel no combate ao Racismo Institucional presente na escola. Espera-se que por meio deste Projeto se criem propostas de trabalho centrados nos saberes ancestrais, tão importantes para a constituição de sujeitos e de suas identidades.… Leia mais PELO DIREITO DE CONTAR-SE: O Marco Identitário e Ancestral como Aprendizagem na Pedagogia Griô

Indígenas na Metrópole: A luta da Aldeia Multiétnica “Filhos dessa Terra” por respeito e dignidade no município de Guarulhos (SP)

O presente trabalho, buscou compreender como vivem e quais as reivindicações dos indígenas que vivem na Aldeia Multiétnica Filhos dessa Terra no município de Guarulhos. Bem como, buscou aprender um pouco mais dessa Cultura e dessa rica história e, dessa iniciativa de agrupar diversas etnias indígenas num único espaço geográfico. Buscando com isso, lutar para manterem a sua cultura, suas tradições em meio a uma cidade grande, como Guarulhos. Mostrando que, apesar do seu meio de vida ser ligado às tradições da mata e, um modo diferente do nosso de relação com a natureza, eles merecem respeito e dignidade e são cidadãos como nós, que vivemos numa lógica capitalista e muito diferente deles. Esse trabalho, visa extirpar preconceitos e senso comum em relação à cultura indígena e o seu modo de relação com a terra. A nossa proposta de intervenção, consiste em dar voz ao interlocutor e que ele seja o protagonista de suas reivindicações e nesse trabalho, o principal intuito é compilar essas falas e divulgar tanto no âmbito acadêmico quanto fora da Universidade, que o indígena deve ser ouvido e seus direitos respeitados. E que a trajetória desses indígenas residentes em Guarulhos, seja publicada, com a autonomia deles falando de si próprios, sendo este trabalho, um mero registro desses depoimentos e dessa importante história de luta.… Leia mais Indígenas na Metrópole: A luta da Aldeia Multiétnica “Filhos dessa Terra” por respeito e dignidade no município de Guarulhos (SP)

REFLEXÕES SOBRE A ARTE E O FEMININO NO QUADRO DE GEORGINA DE ALBUQUERQUE SOBRE A SESSÃO DO CONSELHO DE ESTADO

Neste artigo, a obra de arte “Sessão do Conselho de Estado”, de autoria de Georgina de Albuquerque (1922), é analisada sobre o ponto de vista do olhar feminino, considerando seu contexto histórico.… Leia mais REFLEXÕES SOBRE A ARTE E O FEMININO NO QUADRO DE GEORGINA DE ALBUQUERQUE SOBRE A SESSÃO DO CONSELHO DE ESTADO

HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA NA SALA DE AULA: COMO ACABAR COM A REPRODUÇÃO DE ESTEREÓTIPOS?

O Estado brasileiro ainda não instituiu aos cursos de licenciatura, disciplinas que possam embasar a prática docente na Educação em Direitos Humanos, de modo que a história e a cultura afro-brasileira e a história e a cultura indígena deixem de ser reproduzidas desta maneira estereotipada.… Leia mais HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA NA SALA DE AULA: COMO ACABAR COM A REPRODUÇÃO DE ESTEREÓTIPOS?