Porque é tão importante a luta contra intolerância religiosa, na escola e fora dela

Cláudia Ap. Cesar Rezende

Dia desses, em meio à rotina da escola de educação infantil, enquanto as crianças estavam envolvidas com brinquedos e objetos de seus interesses, a brincadeira de um dos meninos me chamou atenção. Ele segurava dois objetos que havia montado com peças de encaixe.  Quando ele me percebeu, ficou um pouco sem jeito. Então eu lhe sorri e perguntei sobre o objeto que ele havia montado. O que seria? Ele olhou meio de lado e respondeu que era o machado do Thor. Elogiei a sua construção e provoquei: Mas o Thor segura um machado ou um martelo? E o Thor tem um ou dois objetos nas mãos? Ele meio sem jeito faz uma expressão de me segredar algo importante… Prô são os machados do Pai Xangô, mas não pode falar porque as pessoas não gostam e brigam… Seguimos na conversa, fiz a intervenção necessária para que houvesse respeito e acolhimento e nos tornamos a partir desse dia, mais parceiros e confidentes…

 Neste breve relato compartilho com você meu horror ao reconhecer ali naquele momento os impactos da face da violação dos direitos humanos de uma criança. A mão mais perversa do racismo estrutural que corrói nossa humanidade.  Assim como não basta não ser racista, é necessário ser antirracista, não basta dizer eu respeito outras religiões além da minha, é preciso combater a intolerância religiosa. 

Os Direitos Humanos historicamente pactuados para enfrentamento das violações à dignidade humana necessita adentrar a educação formal prestando contribuições imprescindíveis à formação cidadã dos sujeitos. Neste sentido a promoção da liberdade religiosa atravessa esse espaço.

O Estado laico distanciando-se da religião sem assumir nenhuma delas, ou seja a laicidade condiz com a liberdade de expressão, consciência e culto. Teorias criacionistas e evolucionistas, a multiplicidade de culturas, o distanciamento próprio da laicidade, o particularismo das religiões, as intencionalidades do ensino religioso envolvem o tema em tensões e complexidade acirrando discussões sobre a constituição e organização de currículos, a formação de professores e a regulamentação da carga horária. Assim a pressão religiosa resultou em ofertas do ensino como disciplina de forma facultativa, devendo-se manter a diversidade na oferta do ensino religioso, assim como em outros temas para que haja opções para estudantes e famílias.

O CNE[1] manifesta-se sobre normas e diretrizes para a formação dos professores, “Estas devem ser de competência estatal”. E a Lei 9475/97, diante de tantos conflitos acerca do tema explicita que “(…) considerando estas questões é preciso evitar que o estado interfira na vida religiosa da população e na autonomia de seus sistemas de ensino (…)” Não interferir, mas reconhecer!

No último dia 05 do mês de maio, aconteceu a Procissão de Oxalá 2024 de Combate a Intolerância Religiosa e Lavagem das escadarias da Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha. Um importante evento do calendário do município de São Paulo em que o grupo Maracatu Bloco de Pedra marcou sua presença junto a outros grupos de cultura popular afro-brasileira. 

Em breve entrevista, Pai Dinho d’Ogum relata que a procissão de Oxalá se inicia com Mãe Tereza Marcondes (Mãe Tereza de Oxum) que era precursora da lavagem das escadarias da igreja do Rosário dos homens pretos da Penha. Como os filhos de Mãe Tereza não iriam dar continuidade à esse fazer, ela estava em busca de alguém que assumissem corajosamente ao seu lado, para que a lavagem das escadarias não findasse.

Um dia Mãe Bia, junto com seu esposo, Pai Gilmar, promoveram um encontro em que Mãe Tereza pergunta a Pai Dinho se ele não poderia ajudá-la com a lavagem da escadaria da igreja. Pai Dinho se inteirando da dinâmica que envolvia o evento, aceita o convite e assim se deu.

Cabe dizer que isso ocorre na mesma época em que no Rio de Janeiro, a menina Kailane, de 11 anos é vítima de intolerância religiosa. Ela recebe uma pedrada por estar trajando vestes de sua religião.  Pai Dinho em seu relato, também se lembra de uma vizinha de seu Terreiro que costumava riscar os carros que tinham identificações da religião.

Mediante a tudo o que estava acontecendo na cidade e no país relacionado ao tema, Pai Dinho tem a ideia de fazer uma caminhada partindo de sua casa até a igreja, pedindo basta à intolerância religiosa. Seria interessante pois configuraria um diálogo inter-religioso.

Mãe Tereza, entende proposta um tanto ousada demais e diz que não daria certo. Pois o povo, não iria participar.

Pai Dinho, convicto dessa ideia, diz a Mãe Tereza: “Vamos fazer o teste!” E passou a ligar e articular com seus amigos e parceiros, entre eles : o fundador e presidente da procissão de Xangô (Pai Enguels de Xangô), a fundadora e presidente da procissão das Águas de Oxalá (Babá Sebastiana do filhos do Cacique), e mais alguns sacerdotes amigos para verificar o que eles achavam sobre a ideia e se engajariam junto.

Como houve o aceno positivo de todos eles, ocorre a primeira procissão em que aproximadamente entre 130 a 150 pessoas participaram da caminhada. No ano seguinte, a participação foi de quase 250 pessoas. E assim foi elevando o numero de partícipes ano a ano até chegar em quase 500 pessoas. Neste momento, o grupo teve a ideia de conversar com o vereador por São Paulo, Marcus Vinícius de Almeida Ferreira (Quito Formiga) que propôs o PL que instaura a procissão como evento do calendário oficial da Cidade de São Paulo. Então desde março de 2020, ano em que foi sancionada a lei, a Procissão de Oxalá de Combate a Intolerância Religiosa, é parte do calendário oficial da Cidade de São Paulo e, em 2024 realizamos este manifesto pelo 8º ano consecutivo.  

Pai Dinho d’Ogum em meio a sua já conhecida gentileza, educação, cuidado e amor, além de nos contar prontamente sobre essa potente história de respeito, luta e resistência, nos presenteou com a seguinte mensagem:

“Não podemos mudar tudo que há no mundo, mas podemos mudar sim o mundo que existe dentro de nós, acredito que o mundo externo é o reflexo do mundo que temos dentro de nós.

Como seria bom o reflexo de seres humanos que buscam a paz estar em estádios de futebol;

Como seria bom o reflexo de seres humanos que buscam a paz em Outdoors;

Dói pensar que o criador de tudo, do universo e de tudo que há dentro dele não faz distinção de tudo que criou, mas as suas criaturas que habitam em tudo que foi criado fazem distinção umas das outras em nome de fé.

Mas lutar em prol do combate á Intolerância Religiosa nos permite minimamente, colocar a semente da paz no solo do ódio, e talvez dessa maneira semear os frutos do amor.

A paz que todos sonham só existirá quando todos que sonham com ela tirarem-na dos seus sonhos e trazê-la para sua realidade.

Mãos que entrelaçam, não precisam ser da mesma cor, nem da mesma fé, nem da mesma classe social, nem do mesmo sexo, apenas precisam ser mãos de seres humanos, como eu e você.

O maior e mais belo sentimento que existe é o amor, sentimento este conhecido em todas as línguas e nações, sentimento este conhecido por todos, o amor que provém do criador de tudo.

O ódio é a ausência do amor, se Deus é o amor então ser Intolerante é tão simplesmente ter ausência de Deus, intolerante é a falta de tolerância, é a falta da compreensão e se dizemos que a sabedoria é proveniente de Deus, então podemos crer que ser intolerante é também não compreender a Deus.

Então tenhamos Deus em nós, sejamos mais compreensivos, mais respeitosos e mais amáveis, pois só assim poderemos dizer que somos semeadores da paz, mãos dadas e corações unidos, transformando sempre o mundo que existe dentro de nós, para que assim o mundo externo seja o nosso reflexo”.

Escrito por Pai Dinho D´Ogum fundador da Procissão de Oxalá de Combate à Intolerância Religiosa.

Além de outros grupos manifestando-se na ocasião contra a intolerância religiosa, também esteve presente o Maracatu Bloco de Pedra, grupo que se une à procissão há alguns anos.

O Grupo Maracatu Bloco de Pedra surgiu através do Projeto Calo na Mão, uma iniciativa sociocultural que promove acesso gratuito e irrestrito às atividades que compõem a cultura do Maracatu de Baque Virado.

O projeto disponibiliza os instrumentos e demais materiais necessários oferecendo atividades livres como: a Oficina Aberta de Maracatu, o Curso de Introdução ao Maracatu, o Curso de Introdução ao Maracatu para as crianças (apelidado de Calinho na Mão), o Curso de Construção de Tambores e a Vivência com Mestres e Mestras da Cultura Popular, realizadas sempre aos sábados, na Escola Estadual Prof. Antônio Alves Cruz, em São Paulo.

Esse conjunto de atividades propõe o contato com a cultura do Maracatu de Baque Virado de forma contínua e contribui na formação de novos brincantes, abordando valores importantes na sociedade atual, promovendo a sociabilidade, a manutenção da cultura de tradição oral e a capacitação de agentes multiplicadores do conhecimento. Além disso o Grupo Maracatu Bloco de Pedra também participa de apresentações artísticas e formativas em escolas públicas e privadas e outros equipamentos de Educação e Cultura.

Márcio Lozano, um dos coordenadores do grupo nos falou brevemente sobre a importância da participação do Grupo na Procissão de Oxalá contra a intolerância religiosa:

“Fomos parar na procissão a convite da Selma que é uma das lideranças da igreja do Rosário. Ela nos chamou contando um pouco sobre o evento que inicia a caminhada a partir da casa do Pai Dinho d’ Ogum e termina na Igreja do Rosário. Então dissemos sim porque aceitamos praticamente tudo o que a Igreja do Rosário nos pede. Eles são uma organização relevante, portanto sempre que pedem nosso apoio, é o que fazemos. E é dessa forma que começou a nossa participação nessa procissão. Com o tempo a nossa participação também foi ganhando novos sentidos de por exemplo estarmos próximos das lutas dos Terreiros e contribuir também nesses momentos em que eles estão organizando. Pessoalmente, acho que vários integrantes do Bloco que acabaram de se formar ou que participaram do último Carnaval, gente que acabou de chegar, acaba encontrando nessas nossas participações, o primeiro contato real com a diversidade. Então na procissão de Oxalá, para muita gente é o primeiro contato dessa relação com os Terreiros. No dia em que vamos para a procissão dos pretos velhos do Sr. Luiz, é o primeiro contato de alguém com uma gira, com um Terreiro. Acho que quando a gente vai ao Rosário é o primeiro contato de alguém com as Congadas, com o Samba de Bumbo, como outros grupos de Maracatu. Então todas as atividades são oportunidades de conhecer e zelar por esse mundo. Assim para quem está chegando no Bloco é uma forma deles entenderem que existem as culturas tradicionais pulsando. Tem um monte de gente nessa mesma onda que a gente   está de brincar as tradições populares, de encontrar nelas, jeitos de estar no mundo…enfim, acho que é isso. Pessoalmente eu fico muito feliz quando estamos nestes eventos e, pensando exclusivamente nos integrantes novos do Bloco, acho que são sempre oportunidades de encontrar de verdade assim as tradições de matriz africana, as tradições brasileiras. Para além do cunho político importante de se manifestar contra a intolerância religiosa que é óbvio, faz todo o sentido estarmos juntos, acho importante apoiar, e do ponto de vista do percurso educativo das pessoas é importante elas estarem nesses lugares, conhecerem POR DENTRO as tradições populares, as tradições de matriz africana.”   

Créditos das imagens: @sammycef

Considerações Finais

Vale lembrar que o Grupo Maracatu Bloco de Pedra participa de outras festividades e manifestações tanto junto à Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha como a coroação dos Reis da Comunidade como em outras instituições, reafirmado seu compromisso com a valorização da cultura Afro-brasileira. Conforme Nogueira (2020, p. 17) “Está posto que, de modo geral, a cristianização da sociedade é mais do que um movimento de fé. Trata-se efetivamente de um projeto de poder.”

Cabe portanto ao Estado manter-se isento, entretanto garantindo a liberdade de expressão e manifestação individuais e coletivas. Educar para o respeito à diversidade religiosa consiste em desde cedo estimular hábitos de abertura ao diferente. De (des)hierarquização cultural, refletir sobre essa educação balizada por um currículo eurocêntrico, estudos e ações de permanente exercício de sensibilidade e alteridade. É preciso investimento em saber sobre a cultura da própria comunidade e de outras, valorização e o respeito a todas as formas de ser e estar no mundo. Reconhecer o âmago daquilo que une as religiões, valores como a fraternidade, o amor ao próximo, a solidariedade, a justiça, o respeito. É urgente desconstruir o ciclo de rankeamento no qual se julga o que é próprio como bom e o que é do outro como ruim. É preciso semear e cultivar a paz!

Referências

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[1] Conselho Nacional de Educação é o órgão colegiado integrante da estrutura do Ministério da Educação do Brasil, que atua na formulação e avaliação da política nacional de educação.

Cláudia Ap. Cesar Rezende – Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Educação em Direitos Humanos / Linha de pesquisa Africanidades, mulheres e Educação Antirracista nas infâncias, Docente da Rede Municipal de Educação de São Paulo. Especialista em Educação em Direitos Humanos (UFABC), outras especializações em Letramento; Literatura Infantil; Sociologia e Educação Étnico-racial; Direitos Humanos e práxis antirracista. Apresenta extensões em Direito e Questões Raciais pela Escola Paulista de Magistratura, Africanidades: Brasil Negro e Quilombola (UFABC). Participei dos três ciclos do curso de Dança, Educação e Direitos Humanos pelo Instituto Caleidos. Atuei em diferentes etapas da educação básica da rede Municipal de São Paulo. Orientei a escrita de relatos de experiência das alunas do curso de extensão Africanidades (UFABC). Integrante do comitê de análise do acervo literário para as escolas de Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e EJA do Município de São Paulo. Compus grupo de estudos que culminou na escrita do documento Currículo da Cidade Educação Infantil. Contribui com relatos de práticas para elaboração do documento: Normativa de registros na Educação Infantil do Município de São Paulo. Coautora do livro que reflete sobre a escola frente à pandemia. Autora do projeto de intervenção de ação transdisciplinar da Educação em Direitos Humanos atendendo demandas de mulheres em situação de vulnerabilidades. Integrante de Grupo de cultura popular de Maracatu da cidade de São Paulo que estuda e proporciona além do exercício da cultura em si, apresentações em escolas e equipamentos públicos, diálogos formativos com educadores formais e não formais. Integrante de grupo de trabalho que estuda e pesquisa a literatura para as infâncias na rede municipal de ensino da cidade de São Paulo. Formadora, Palestrante e mediadora de mesas que envolvem as áreas da Educação, Direitos Humanos, Arte, Literatura e Cultura.

Um comentário em “Porque é tão importante a luta contra intolerância religiosa, na escola e fora dela

  1. O artigo “Porque é tão importante a luta contra intolerância religiosa, na escola e fora dela” no seu início ja se justifica, tendo o relato de uma criança que ja vive as microviolências que o racismo religioso se apresenta. Todo o texto traz uma construção de movimentos e acontecimentos pulsantes que a cidade de São Paulo tem para trazer luz e consciência e atenção da resistência que é lutar contra o racismo, exemplos da prática e o quanto nos apoiarmos faz a diferença. Excelente texto que provoca muitas reflexões.

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