Categoria: Lugar de Escuta
A ARTE DA ESCUTATÓRIA
A ARTE DA ESCUTATÓRIA Escutatória é um neologismo criado pelo saudoso mestre Rubem Alves. Sempre me lembro de seu texto, quando vejo anúncios de cursos de oratória. Cursos bons e necessários, certamente, mas fico pensando se os mesmos não deveriam incluir em sua pauta, como iluminado contraponto, a proposta de Rubem Alves sobre a arte… Leia mais A ARTE DA ESCUTATÓRIA
A SOCIEDADE DO CANSAÇO
Minha saudosa mestra, Laene Mucci, me dedicou seu livro CELACANTO. Um dos mais impressionantes poemas desse livro começa com os seguintes versos: “São os cansaços os donos dos enredos nas trilhas sem escolha.” Revisito hoje o poema de Laene à luz de uma nova leitura: o livro A SOCIEDADE DO CANSAÇO (Vozes, 2017) do pensador… Leia mais A SOCIEDADE DO CANSAÇO
SIMPATIA POR VAMPIROS
Acabo de viajar pela África do século XIX, através de uma narrativa intitulada “PANDORA EN EL CONGO”. Nela, o catalão Albert Sánchez Piñol aborda o absurdo das relações entre colonizadores e colonizados, pelo viés da farsa e da fantasia. Tal absurdo faz com que o personagem-narrador comece a perder a Fé, a virtude teologal com… Leia mais SIMPATIA POR VAMPIROS
O JOVEM CONSERVADOR
Sabe aquele aluno rebelde, contestador, para quem o professor não passava de um liberal, em termos pedagógicos, e de um reformista, em termos políticos, um retrógrado incapaz de compreender sua ânsia revolucionária? Pois é. Você o reencontra tempos depois, em plena efervescência eleitoral, mais adulto que a própria idade cronológica, agora candidato a deputado. Ele… Leia mais O JOVEM CONSERVADOR
O FEIJÃO E O SONHO
Desde que a língua de Camões se fez a nossa, um eco repete o verso: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Mudam-se – oh tempos! – os costumes. Hoje em dia não se usa mais, por exemplo, catar feijão. Em minha infância, quantas vezes não deixei as brincadeiras de rua ou de terreiro para sentar-me diante de uma peneira de taquara, concentrado em selecionar os bons grãos de feijão, descartando os ruins, eliminando as impurezas. Muita gente que só conhece o feijão que dá nas prateleiras dos supermercados, limpinho e embalado, talvez tenha mais dificuldade que eu para ler o poema CATAR FEIJÃO, de João Cabral de Melo Neto.… Leia mais O FEIJÃO E O SONHO
ACALANTO DE MÃE CORAGEM
Afonso-Baião As pálpebras cobrem os olhos como abrigos antiaéreos; nossos braços nos envolvem como muros de trincheiras; tua cabeça terá nos meus ombros o travesseiro perdido nos escombros; o sono é o bálsamo analgésico; o sonho é a bênção do oásis e do pão no deserto; a noite inabalável será seio que nos dará à… Leia mais ACALANTO DE MÃE CORAGEM
CATAR FEIJÃO NA MÁQUINA DO TEMPO
Afonso Guerra-Baião Esqueci onde tinha estacionado o carro e um amigo me zoou: “Isso é problema de DNA”. Então lembrei a ele que, hoje, todo mundo com mais de vinte anos está na vala comum da data de nascimento antiga: todos nascemos no século passado. Meu amigo, que tinha lido o Umberto Eco semiólogo, questionou… Leia mais CATAR FEIJÃO NA MÁQUINA DO TEMPO
A QUESTÃO PALESTINA
Afonso Guerra-Baião Daniel Barenboim é um pianista e maestro judeu, militante pela paz no oriente médio, pelo caminho da compreensão e da não violência. Ele criou em 2004, junto com Edward Said, intelectual palestino, uma orquestra de jovens israelenses e palestinos. Transcrevo a seguir um artigo de Barenboim publicado no jornal inglês The Guardian em… Leia mais A QUESTÃO PALESTINA
SINAIS DE SETEMBRO
Setembro é o mês da primavera e o meu mês, mas é também o período do ano em que, simbolicamente, se acende o sinal amarelo do alerta contra o suicídio. … Leia mais SINAIS DE SETEMBRO




