O FEIJÃO E O SONHO
Desde que a língua de Camões se fez a nossa, um eco repete o verso: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Mudam-se – oh tempos! – os costumes. Hoje em dia não se usa mais, por exemplo, catar feijão. Em minha infância, quantas vezes não deixei as brincadeiras de rua ou de terreiro para sentar-me diante de uma peneira de taquara, concentrado em selecionar os bons grãos de feijão, descartando os ruins, eliminando as impurezas. Muita gente que só conhece o feijão que dá nas prateleiras dos supermercados, limpinho e embalado, talvez tenha mais dificuldade que eu para ler o poema CATAR FEIJÃO, de João Cabral de Melo Neto.… Leia mais O FEIJÃO E O SONHO


