Munch e a Estética do Desespero: Quando a Arte Deixou de Ver para Sentir

Para compreender a magnitude de O Grito (1893), é preciso antes mergulhar na psique atormentada de seu criador. Edvard Munch (1863-1944), não pintava o que via, mas o que sentia, transformando a tela em um espelho de uma vida sitiada pela tragédia. Criado sob a sombra de um pai religiosamente obsessivo e marcado pela perda… Leia mais Munch e a Estética do Desespero: Quando a Arte Deixou de Ver para Sentir

Recomeçar pelo trabalho: histórias de mulheres imigrantes em Curitiba

Há histórias que pedem silêncio a fim de serem escutadas com nitidez. Não porque lhes falte intensidade, ao contrário, porque carregam em sua própria tessitura, um rigor quase narrativo: começo, travessia, encontro, e sobretudo, permanência. A trajetória de Betty Garcia Gutierrez começa em Cuba, mas não se limita a um ponto de partida geográfico. Parte… Leia mais Recomeçar pelo trabalho: histórias de mulheres imigrantes em Curitiba

Quando o livro vira semente: a aposta editorial da Gralha Azul

No coração de Curitiba, entre o passo apressado do Centro e a memória arquitetônica que respira no Sesc Paço da Liberdade, uma ave simbólica voltou a bater asas, desta vez, em papel. No dia 7 de fevereiro, a ONG Toma Aí Um Poema lançou oficialmente a coleção Gralha Azul, reunindo 23 autores independentes do Paraná… Leia mais Quando o livro vira semente: a aposta editorial da Gralha Azul

Zombie Walk em Curitiba: Ninguém quer ser Freddy Krueger

Atravessei a Praça Santos Andrade no domingo de Carnaval e encontrei mortos-vivos caminhando sob o sol. Penso que o horror à luz do dia é mais honesto, à noite, tudo é suspeito; sob o céu claro, a monstruosidade precisa sustentar-se sozinha. Entre palhaços inquietantes e criaturas ensanguentadas, conversei com dois personagens trajados de preto, portando… Leia mais Zombie Walk em Curitiba: Ninguém quer ser Freddy Krueger

A casa como arqueologia íntima: Entrevista com Marilia Diaz

Nesta última postagem da coluna INcontros em 2025, publicamos uma entrevista incontornável, como dizem os franceses, e  encerramos o ano com uma conversa que funciona como fecho e permanência, um encontro que não busca conclusões, mas ressonâncias duráveis. Marilia Diaz é artista visual, ceramista, escritora e professora, sua obra atravessa a cerâmica, o bordado, a… Leia mais A casa como arqueologia íntima: Entrevista com Marilia Diaz

A estética da desobediência: Coletânea Mulheres Subversivas reescreve a história do protagonismo feminino

O ano de 2025 marca a cena literária e historiográfica de São Paulo com um lançamento que ultrapassa o estatuto de simples publicação para afirmar-se como gesto intelectual e político. A coletânea Mulheres Subversivas, organizada pela historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro*, reúne dois volumes densos e necessários, fruto de pesquisas desenvolvidas majoritariamente no âmbito do… Leia mais A estética da desobediência: Coletânea Mulheres Subversivas reescreve a história do protagonismo feminino

Ciclos – Corpos, Café e Cuidado: o grão do empoderamento feminino

O documentário “Ciclos – Corpos, Café e Cuidado” estreou no dia 24 de outubro, às 20h, no Cine Passeio na Sala Valêncio Xavier, em Curitiba, com entrada gratuita e teve exibição simultânea no YouTube, em versões com legendagem descritiva, audiodescrição e tradução em Libras, garantindo acessibilidade para diferentes públicos. Com duração de 15 minutos, o… Leia mais Ciclos – Corpos, Café e Cuidado: o grão do empoderamento feminino

Conflitos Carcerários e o Excedente Punitivo: Memória, Pesquisa e Denúncia

A tese como travessia Concluir uma tese de doutorado não significa encerrar um ciclo acadêmico como quem arquiva um dossiê. É, antes, inaugurar outra travessia, pois nenhum conhecimento se esgota na outorga de um título. Como lembra Althusser (apud Gisálio Cerqueira), a vigência de qualquer ciência depende de seu objeto, de uma teoria e de… Leia mais Conflitos Carcerários e o Excedente Punitivo: Memória, Pesquisa e Denúncia

Tecnologias Digitais no Processo Educativo: Reflexões sobre o Uso de Telas no Ambiente Escolar

O artigo aqui transcrito em forma de resumo foi apresentado no XXXII Colóquio AFIRSE Portugal, realizado no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. O evento ocorreu entre os dias 6 e 8 de fevereiro de 2025, com o tema “Educação, Participação e Democracia: Contributos da Investigação”.  AFIRSE é a sigla de Association Francophone Internationale de… Leia mais Tecnologias Digitais no Processo Educativo: Reflexões sobre o Uso de Telas no Ambiente Escolar

“Nem todo viandante anda estradas”: Percursos pela 36ª Bienal de São Paulo

Referências FANON, Frantz. Os condenados da terra. Tradução de José Laurênio de Melo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. 36ª BIENAL DE SÃO PAULO. Not All Travellers Walk Roads – Of Humanity as Practice. Disponível em: https://36.bienal.org.br/. Acesso em: 09 set. 2025. Izabel Liviski (Bel), articulista e coeditora da Revista ContemporArtes desde 2009, é editora… Leia mais “Nem todo viandante anda estradas”: Percursos pela 36ª Bienal de São Paulo