Ao inferirmos que a fotografia pode ser legitimada como patrimônio, assumimos uma de suas qualidades inerentes ao artefato. Outra perspectiva que está em dupla na gangorra com essa argumentação é da “ fotografia como ruína ” (ASSMANN, 2011). Apesar de considerá-la um contraponto inseparável a esta discussão, escolhemos atingir a teoria, de patrimonialização relacionada à imagem-foto pois consideramos o patrimônio como campo significativo para tecer nossas considerações e defesas e nos centramos na fotografia de cidades para discorrer a respeito. Em A Arte da Memória , Yates, (2007: 20) discursa sobre a memória clássica e suas linhas. Cita Simonides de Ceos, poeta elucidado na obra De oratore , de Cícero como ” inventor da arte da memória “. Segundo Yates, (2007: 17) que descreve parte do livro de Cícero, Simonides declamava um poema durante um banquete oferecido por um nobre da Tessália chamado Scopas. Após um conflito de pagamento pelo serviço prestado pelo poeta, em um momento de saída dele do salão onde acontecia a reunião de convidados, o teto desabou e matou todos os participantes do evento,… Leia mais A fotografia de patrimônio e a fotografia como patrimônio