O artigo que apresentamos aqui em forma de resumo, foi apresentado no Colóquio AFIRSE realizado no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. O evento ocorreu entre os dias 6 e 8 de fevereiro de 2025, com o tema “Educação e Trabalho: desafios e incertezas no século XXI”.
A AFIRSE é a sigla de Association Francophone Internationale de Recherche Scientifique en Éducation, ou seja, Associação Francófona Internacional de Pesquisa Científica em Educação. Organização internacional com sede na França, dedicada à investigação no campo educacional, possuindo seções em diversos países, incluindo Portugal e Brasil.

“A equidade e a igualdade de oportunidades são o mote principal para os sistemas educativos dos estados democráticos. Cada sistema educativo engloba um grande número de processos avaliativos todos eles fundamentais para a melhoria, a regulação e a medição. Dentro destes processos, a avaliação pedagógica é aquela que está direcionada para os alunos, as suas aprendizagens e o seu sucesso. A avaliação formativa é distinguida, porque assume um papel de destaque na melhoria das aprendizagens.
Com o objetivo de conhecer o que se passa nos estabelecimentos de ensino, relativamente à avaliação pedagógica, surge uma questão fundamental; Quais as conceções e práticas dos professores sobre a avaliação pedagógica e como observam o impacto da avaliação de escolas nesta? Para responder a esta questão recorremos à metodologia de inquérito por questionário a professores de um agrupamento de escolas do distrito de Santarém.
Este estudo tem como foco a avaliação pedagógica nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, pelo que vamos considerar os 116 professores pertencentes aos 3 ciclos. Responderam ao questionário 53 professores, sendo 17 professores do 1.º ciclo, 16 do 2.º ciclo e 20 do 3.º ciclo, distribuídos por várias disciplinas.
Relativamente aos resultados obtidos, observa-se o papel da Gestão Estratégica das escolas que permite que cada Projeto Educativo (PE) delineie um caminho próprio para alcançar o nível desejado, no que à avaliação pedagógica diz respeito. Esta avaliação é assinalada como parte do currículo e orientada para as aprendizagens e para o sucesso educativo, numa perspetiva claramente intensificadora da avaliação formativa, reguladora de todo o processo o processo de ensino-aprendizagem, embora ainda permaneçam práticas orientadas para a avaliação sumativa e classificação.
Reflexão sobre o atelier de comunicações
O trabalho acerca das conceções e práticas docentes sobre a avaliação pedagógica resulta de uma orientação de uma dissertação de mestrado desenvolvida por Maria Lídia Jesus Simões professora no Agrupamento de Escolas Conde de Ourém e que foi apresentado no XXXII Colóquio Internacional da AFIRSE Portugal no dia 7 de fevereiro de 2025.
Esta comunicação integrou um atelier com comunicações muito interessantes, como sejam a de Tiago Santos (IFSC) “Quão democrático é o ensino de Língua Portuguesa nos Institutos Federais brasileiros? Uma análise teórico-quantitativa das ementas de cursos técnico-integrados da região sul“; a de Izabel Liviski e Vanisse Alves Corrêa da Universidade Federal do Paraná intitulada “Fotografia e Direitos Humanos: Modo de usar”; e por fim a de Lucimar Ferreira Costa da Universidade Estácio de Sá sobre “a interdisciplinaridade na cultura maker em consonância às competências da BNCC no ensino de ciências e matemática.
Depois da apresentação foram partilhadas várias experiências e conhecimentos que se tornaram muito relevantes e significativas para as temáticas em análise e para o conhecimento entre os/as participantes no atelier de comunicações.
Nota Biográfica
Carlos Manuel Folgado Barreira é professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra onde desenvolve atividade de investigação e ensino em unidades curriculares nos cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento. Possui a licenciatura em Psicologia e o doutoramento em Ciências da Educação na especialidade de Formação de Professores. Tem participado, como perito, no programa de Avaliação Externa de Escolas, em diferentes projetos financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, e no projeto Observatório de Supervisão Pedagógica e Autoavaliação de Escolas, no âmbito do consórcio entre a Universidade de Coimbra e a Universidade Aberta. É membro integrado do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra (CEIS20) e autor de diversas publicações no âmbito da avaliação educacional.
Agrupamento de Escolas Conde de Ourém
Carlos Barreira – Contato: cabarreira@fpce.uc.pt
Maria Lídia Jesus Simões – Contato: marialidiajsimoes@gmail.com

Izabel Liviski (Bel) é professora e fotógrafa, doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná. Editora do TAK! Agenda Cultural Polônia Brasil e Co-editora na Revista ContemporArtes.
(Detalhe de porta no bairro Entre Campos, Lisboa. Foto: Izabel Liviski)

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E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música. Friedrich Nietzsche PUCCI.’.
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Tem razão Pucci, já reportei sua msg para nossa editora.
Grata, abraço.
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